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Atualizado em 2026-07-02. Números e descrições seguem a literatura publicada, não o material promocional.
O Sistema Nervoso Entérico (SNE) é constituído por neurônios e células gliais comumente agrupadas e envolvidas por tecido conjuntivo propriamente dito, formando estruturas denominadas de gânglios entéricos que se conectam por meio de fibras nervosas. Essas estruturas estão localizados na parede do tubo gastrointestinal (segundo terço do esôfago, em todo o estômago, intestino grosso e delgado), além de estar presente no pâncreas e na vesícula biliar. Essa organização entre os gânglios as projeções de fibras nervosas formam plexos ganglionados ou não ganglionados (que são nada mais do que redes) interligando células gliais entéricas e neurônios, neurônios interganglionares (de gânglios diferentes e distantes entre si) ou as fibras, contendo axônios neurais, também podem inervar outras células ou tecidos do sistema digestório. A maioria das células nervosas presentes no SNE está localizada em dois plexos ganglionados: mioentérico e submucoso. O trato digestório é composto por um tubo oco com quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa. A camada em contato com o lúmen intestinal (interior do órgão) é a mucosa, formada pelo epitélio da mucosa, lâmina própria e muscular da mucosa, sendo esta última a subcamada que separa a mucosa da camada seguinte, a submucosa. Na submucosa encontra-se o plexo nervoso submucoso. Logo em seguida está a camada muscular, na qual a subcamada mais interna apresenta orientação circular e a mais externa orientação longitudinal. Entre as duas camadas musculares está o plexo nervoso mioentérico.
Fontes: pt.wikipedia.org
A camada mais externa do tubo digestório é a serosa. Na porção inicial do esôfago e final do intestino grosso está presente a camada adventícia. Entre as diversas funções do SNE estão o controle da motilidade (peristaltismo), controle da secreção de ácido gástrico, regulação do movimento de fluidos através do epitélio, renovação do epitélio, interação com os sistemas imune e endócrino dos intestinos, manutenção da barreira epitelial entre o lúmen e a parede do intestino, entre outros. Há aproximadamente 400 a 600 milhões de neurônios entéricos no corpo humano, ultrapassando o total encontrado no sistema nervoso simpático e no parassimpático juntos. Nele estão presentes neurônios sensoriais, interneurônios e neurônios motores, sendo estes inibitórios (inibem a contração das camadas de músculo liso da parede do digestório) e excitatórios (ativam a contração das camadas de músculo liso da parede do digestório). No SNE, células nervosas intrínsecas (presentes na parede do trato gastrointestinal) se conectam a células nervosas extrínsecas (vindas do Sistema Nervoso Central (SNC) e formam uma rica ligação entre o SNE e o SNC, mantendo um fluxo de informações. Entretanto, em razão da sua complexidade e quantidade de células nervosas, o SNE é capaz de comandar funções do sistema digestório sem depender muito de comandos provenientes do SNC, conferindo ao SNE certa independência.
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== Histórico == No século XIX, os pesquisadores ingleses William Bayliss e Ernest Starling demonstraram que, aplicando pressão no lúmen do intestino de cães anestesiados, era possível observar contração oral e relaxamento anal, além de uma onda que eles chamaram de “lei do intestino”, hoje conhecida também como reflexo peristáltico. Mesmo danificando os nervos extrínsecos ao intestino o reflexo persistia, então os pesquisadores concluíram que ocorria atividade neuronal atuando de forma independente do SNC. Após 18 anos, Paul Trendelenburg, um pesquisador alemão, observou o reflexo peristáltico in vitro no intestino isolado de um porquinho-da-índia, sem comunicação com o SNC. Portanto, cortando a conexão do intestino com o SNC, a função do intestino permanece presente. Em 1921, John Langley publicou seu livro “The Autonomic Nervous System”, onde descrevia o sistema nervoso autônomo como dividido em três partes: simpático, parassimpático e entérico. A inclusão do SNE deve-se à suspeita de Langley de que o intestino teria sua própria inervação separada.
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== Origem embrionária e relação com SNC == Os neurônios entéricos e as células gliais entéricas são derivados de duas regiões da crista neural. Foi observado, em embriões de aves, que as células que migram para o tubo digestório durante o desenvolvimento embrionário são provenientes da região vagal (somitos 1 ao 7) e sacral (região caudal ao somito 28). As células que derivam da região sacral originam neurônios e células gliais entéricas, porém, só é possível que ocorra a diferenciação após a colonização da porção pós-umbilical do trato digestório pelas células derivadas da região vagal da crista neural. Os neurônios que formam o sistema nervoso simpático e o parassimpático também possuem sua origem na crista neural. O microcircuito de funcionamento do SNE é composto por neurônios sensoriais, interneurônios e neurônios motores conectados sinapticamente de forma que o impulso seja transmitido na ordem mencionada e em seguida para sistemas efetores. Entre o SNE e o SNC ocorre comunicação bidirecional.
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Sr9009 é resumido aqui a partir de literatura pública: definição, contexto e pontos recorrentes na prática. Informação geral, não aconselhamento médico.
A pesquisa sobre Sr9009 apoia-se sobretudo em estudos de laboratório e modelos animais; dados clínicos variam conforme a substância.
Pureza e análise (HPLC, espectrometria de massa), reconstituição correta e armazenamento adequado são decisivos.%!(EXTRA string=Sr9009)
Nem todos os mecanismos estão demonstrados e um estudo isolado não é evidência global. As questões abertas são sinalizadas.%!(EXTRA string=Sr9009)